Vinhos com bom custo-benefício

 

 

Algumas sugestões de rótulos que custam até R$ 40 e apresentam bom custo-benefício.

 

TINTOS

Alta Vista Premium Malbec 2008  - Argentina (é o melhor nesta faixa de preço, tem 90 RP) – R$ 39

Casa Rivas Merlot 2008 – Chile – R$ 37

Falernia Syrah 2008 - Chile  - R$ 39

Finca La Daniela Tempranillo 2008 – Argentina  - R$ 32

Casillero Del Diablo Reserva Shiraz 2009 - Chile – R$ 39

Rapariga da Quinta Tinto 2008 – Portugal – R$ 40

 

BRANCOS

Serras de Azeitão Branco 2008 – Portugal – R$ 30

Monte Velho Branco 2009 – Portugal - R$ 39

Alta Vista Classic Torrontés 2009 – Argentina R$ 30

Humberto Canale Diego Murillo Sauvignon Blanc 2009 – Argentina R$ 35

Casillero Del Diablo Reserva Chardonnay – Chile R$ 39

Casa Rivas Chardonnay 2009 – Chile R$ 39

 

ESPUMANTE

Espumante Federico de Alvear Brut  - Argentina – R$ 37


Postado por Manuel Luz ÀS 17h40

 

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Harmonizações

Cordeiro e taça de vinho

 

COMBINAÇÕES CLÁSSICAS


"Olá! Há algum tempo, comecei a preparar jantares para os amigos em casa e é comum tomarmos vinho para acompanhar. Eu ainda não entendo muito sobre harmonizações, mas gostaria de saber quais são as combinações clássicas".

 

Obrigada.

 

Cristiane Almenida, SP

 



O JOGO DE SABORES

 

"O que eu mais aprecio na harmonização entre vinho e comida é seu caráter de jogo, combinar sabores é tão antigo quanto a sociedade humana. Sendo assim, não devemos subestimar as harmonizações clássicas, tampouco superestimar determinadas fórmulas como se fossem definitivas.

 

Valho-me do caráter de jogo novamente: nenhum vinho é igual, nem mesmo o do mesmo produtor que usa uvas das mesmas parreiras todos os anos, pois as safras mudam influenciadas pelo clima, por exemplo. O mesmo serve para os pratos, sujeito a sazonalidades. Então não há nada definitivo, lacrado, fechado, mas há aquelas combinações clássicas, que serviram de modelo, que podem ser realmente muito saborosas ou meramente ilustrativas de uma época. Escolhi para este artigo cinco harmonizações clássicas.

 

Sauternes e Foie Gras

 

Harmonização natural de Bordeaux, onde há abundância de foie gras, e onde é produzido o Sauternes, um vinho licoroso. A harmonização funciona por que a textura untuosa do fígado é completamente equilibrada pela alta acidez do vinho, mascarada pelo açúcar residual. Além disso, o sabor exótico da iguaria é perfeitamente encaixado nos sabores e aromas balsâmicos do vinho. Uma harmonização por contraste.

 

Cabernet Sauvignon e cordeiro

 

A carne de cordeiro, de sabor exótico geralmente é temperada com hortelã. A combinação clássica é o cabernet sauvignon, e até mesmo o merlot, pois essas uvas possuem caráter frutado e agradável notas de cedro e groselha madura, o que cria um terceiro sabor quando misturados ao cordeiro no palato.

 

Pinot Noir e escargot

 

O pequeno caracol tipicamente francês é temperado com alho e ervas finas. A acidez dos vinhos tintos da Borgonha corta perfeitamente o sabor intenso do alho e equilibra como nenhum outro vinho a iguaria, sendo um par mais que perfeito.

 

Syrah e carne de caça

 

A uva syrah possui um caráter de especiaria, de carne crua, de tabaco, o que acaba por se fundir aos sabores de determinadas caças, sobretudo do javali e de algumas aves como o ganso.

 

Sauvignon Blanc e queijo de cabra

 

O queijo de cabra possui um sabor único, de acidez elevada e aroma terroso, o que o torna par perfeito para a sauvignon blanc, jovem, de caráter bem fresco e herbáceo fino tais como os da Nova Zelândia e do vale do Loire."

 

Abraços!


Postado por Manuel Luz ÀS 17h20

 

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Vinhos para celebrar


Comemorando as relações humanas

De todas as comemorações do ano, a Páscoa e o Natal são as mais saborosas, pois são celebradas em volta da mesa. E onde há mesa, há copo. O Natal e o Réveillon são comemorações em que se festeja a alegria, a transição, o descanso da batalha do ano anterior, as expectativas do calendário que se aproxima e as relações humanas. As ceias de fim de ano são especiais, fartas, multiétnicas e trazem pratos incomuns do dia a dia dos brasileiros, especialmente a gastronomia agridoce. E isso tudo harmoniza muito bem com vinho.

 

Vinhos para a ceia

Peru, chester, tender, pernil ou lombo suíno.
Esses pratos são cartas marcadas na mesa de Natal e Réveillon. São pratos de muito sabor, com textura variada, às vezes defumados, servidos assados, o que confere a eles uma crosta muito saborosa e caramelada. Podem ser acompanhados de salpicão, arroz com amêndoas e passas ou lentilhas. Esses pratos possuem um padrão de sabor e podemos ser harmonizados com vários estilos de vinho, do espumante ao tinto passando pelo branco amadeirado.

Harmonização: se o prato for temperado com molho ou algum ingrediente doce como abacaxi, manga, damasco, uva-passa ou romãs, prefira vinhos frutados e um toque doce, como por exemplo, o Champagne Demi Sec. Se for branco, prefira os amadeirados e de acidez média, e se for tinto selecione os do Novo Mundo, de caráter frutado e corpo sedoso.

Se a preparação for não tiver agridoce, o vinho muda e dá lugar para os secos europeus, de corpo médio, com madeira, difícil para os brancos, melhor para os tintos e para o Champagne brut, que com seu corpo e textura cremosa sustenta muito bem a harmonização.

Sugestões para agridoce: Lindaflor Chardonnay, Las Perdices Viognier, Undurraga Altazor, Almaviva EPU.

Sugestões sem agridoce: Champagne Montaudon, Brancaia TRE Rosso Toscano, Le Prelat du Château Pape Clemant, Marquês de Cáceres MC.

 

Panetone

Pão de origem italiana, da cidade de Milão, incrustado de frutas cristalizadas e servido no Natal. Sua origem remete à Idade Média e o nome vem do dialeto lombardo panattón, cujo significado é obscuro.

Harmonização: espumantes demi sec ou doce são a combinação perfeita, assim como late harvest e outros vinhos doces desde que não sejam fortificados.

Sugestões: Prosecco Fantinel Dry, Piera Martellozzo Spumante Rose Dry Cuvee Incontri, Espumante Federico de Alvear Demi Sec, Zonin Primo Amore Juliet Bianco

 

Doçaria nataliana e de Réveillon

Pavê, cheesecake, quindim, brigadeiro, rabanada, bom bocado, doce de leite.
Doces de texturas variadas, que vai da leve até a pasta cremosa. O sabor é sempre doce, servido gelados, às vezes direto na colher.
Harmonização: comidas doces precisam de vinhos doces, qualquer outra coisa pode deixar o vinho irreconhecível. Eu prefiro os Late Harvest e Sauternes, deixando os fortificados para outra ocasião, mas não é uma regra, é apenas uma sugestão.

Sugestões: Royal Tokaji Blue Label 5 Puttonyos, Chateau De Rolland Sauternes, Echeverria Late Harvest de Sauvignon Blanc, Clarendelle Amberwine.

 

O Champagne e o Réveillon

Nos últimos anos, o consumo de espumantes no Brasil triplicou, e não para de crescer, o interessante é que anteriormente, a venda era concentrada no Natal e Réveillon, mas hoje, está espalhada ao longo do ano. Isso se dá porque o espumante é uma bebida extremamente versátil e associada às coisas boas: comemorações e festas. Além disso, é uma bebida que pode ser servida como aperitivo, como coquetel, como digestivo e para desfilar ao lado do prato principal. Um fator que não podemos ignorar é que as festas de fim de ano, em nosso hemisfério, acontecem no verão, e nada melhor para acompanhar pratos leves e matar a sede com grande estilo que um bom espumante ou um Champagne de classe.

 

Para comer com Champagne brut

Carpaccio

Típico prato italiano, criado no famoso Cipriani, de Veneza. Sua receita leva filé-mignon fininho cru, temperado com limão e mostarda sob lascas de pecorino ou parmeggiano. A textura leve é perfeita com a cremosidade do Champagne seu sabor ácido gera um terceiro sabor muito refrescante.

 

Insalata caprese

Dizem que vinho não combina com salada, quem diz isso nunca provou a inslata caprese com Champagne: tomate maduro em fatias grossas sob lascas de legítima mozzarella di bufala, aceto balssamico, azeite, pimenta-do-reino e folhas de manjericão. Estupendo!

 

Sushi e sashimi

A tradicional culinária japonesa no Brasil. O arroz é cozido e temperado com vinagre, saque e açúcar, o que confere uma sensação indefinível, mas muito saborosa. Quando mergulhada no molho de soja valoriza muito o sabor seco do espumante.

 

Crostini e crostata

Antepasto italiano: tomate picado, azeite, manjericão, pimenta do reino e sal sobre uma fatia generosa de pão. O pão tem textura firme e a mastigação é facilitada pelo gole de espumante seco, que eu ressalta suas propriedades gastronômicas e mineralidade. Um par perfeito.

 

Frutos do mar

Camarões, lagosta, mexilhões e toda sorte de frutos do mar, marinados, preparados na grelha ou salteados na frigideira com vinho branco, azeite e ervas frescas. Isso é perfect match para Champagne brut, principalmente as de safra.

 


Postado por Manuel Luz ÀS 18h41

 

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Provérbios



Istock

“Noé era agricultor, foi o primeiro a plantar uma vinha. Bebeu do vinho, embriagou-se e ficou nu dentro da tenda”. Genesis 9.20,21.

“Um barril de vinho faz mais milagres que uma igreja cheia de santos”. Anônimo.

“A boa companhia melhora o vinho ruim” Luz

“O gourmet é um comilão erudito”. Millôr Fernandes.

“Não conheço nada mais sério que a cultura da vinha”. Voltaire.

“Carneiro após o primeiro copo, leão após o segundo, e, após o terceiro, porco”. Provérbio árabe.

“O vinho alegra o coração”. Salmos 105, 15.

“Uma garrafa de vinho expulsa todos os demônios, duas os trazem todos de volta” Provérbio português.

“O escritor ruim pode se tornam um bom crítico, assim como o mau vinho pode se tornar um bom vinagre”. Provérbio anônimo.

“Música durante o jantar é um insulto duplo, ao cozinheiro e ao violinista”. Chesterton.

“[...] (vos) embriagueis sem tréguas. Mas – de quê? De vinho, de poesia ou de virtude [...]” Baudelaire.

“Vamos convencionar diplomaticamente que a língua francesa será o idioma oficial da cozinha”.  Balzac.

“Serve-se primeiro o convidado, por pior que ele seja”. Josué Guimarães.

“Eu não sou exigente, me contento com o melhor”. Winston Churchill.

“Mostre-me outro prazer comparável a um jantar: ocorre a cada noite e se prolonga por mais de uma hora”. Telleyrand.

“E Carlos foi para Paris, estudar Direito nas cervejarias que cercam Sorbonne”. Eça de Queiroz.

“Hoje é dia de vinho e mulheres, alegria e risadas. Véspera de sermões e muita água mineral”. Lord Byron.

“Uma pessoa pode viver mal, amar mal, dormir mal, mas é indispensável jantar bem”. Virginia Woolf.

“Não existe nada mais sincero que o amor pela boa mesa”. George Bernard Shaw.

“As cebolas são as trufas dos pobres”. Robert Courtine.

“Há momentos em que eu daria toda a minha fama por um caneco de cerveja e alguma segurança”. Shakespeare.

“Os grandes pratos são verdadeiramente simples”. Escoffier.

“Na Inglaterra existem seis religiões diferentes, mas apenas um tipo de molho”. Voltaire.

“Ovos da hora, pão do dia, vinho branco, amigo de trinta anos”. Anônimo.

“Diga-me o que comes, e eu te direi quem és”. Brillat Savarin.

“Indigestão é uma criação de Deus para impor certa moralidade ao estômago”. Vitor Hugo.

“Pão é bom, manteiga é que é a tentação”. Anônimo.

“O vinho é a mais higiênica das bebidas”. Pasteur.


Postado por Manuel Luz ÀS 12h50

 

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Provérbios da mesa e do copo

 

Os provérbios e máximas representam a cultura de um povo, são síntese da sabedoria popular. Os provérbios são frases curtas que encerram longo conhecimento, mas nem sempre falam a verdade. Dizem respeito aos mitos, ao folclore, aos medos e costumes de determinado povo, em determinada época. E pensando sobre o que escrever para este blog eu selecionei alguns provérbios sobre vinho, gastronomia, mesa e copo, ditos por bêbados anônimos, gastrônomos famosos, políticos, humoristas, abstêmios, profetas e poetas. A seleção não é original, na verdade são ditos populares, frases extraídas de livros, da Bíblia, ou registrados por mim em antigas agendas e cadernos de degustação, além de outras fontes.

Para acompanhar a leitura, recomendo o excelente Riesling Trimbach, 2006, importado pela Zahil. O vinho tem boa concentração de aroma de maçã madura, mel e notas minerais. Em boca é animado, seco, frutado, muito refrescante e persistente. O preço também é bom, R$ 101, 00, segundo o catálogo da importadora.

Boa leitura!

 


Postado por Manuel Luz ÀS 12h45

 

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Manuel Luz
Manuel Luz é sommelier profissional há 15 anos, e ocupou o posto em alguns dos melhores restaurantes da cidade de São Paulo, além de atuar como sommelier consultor para vinícolas brasileiras e multinacionais. Foi coordenador dos cursos de sommeliers da ABS-SP (Associação Brasileira de Sommeliers) e SBAV-SP (Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho) tendo aplicado aulas para mais de mil e quinhentos profissionais. Escreve para revistas especializadas em vinho e gastronomia, é professor, consultor do SENAC e da Wine (wine.com.br),  palestrante profissional com experiência em mais de 400 palestras e cursos. Possui interesse em Letras Clássicas, História, Teologia e Hermenêutica, disciplinas nas quais desenvolve atividades acadêmicas.

   
 

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